Conheça cinco alimentos prejudiciais aos pets

O mercado pet oferece todo tipo de produto para os queridos cães e gatos. Guloseimas, bifes, ossinhos e biscoitos… Como se não bastassem, muitas famílias os alimentam com sobras da própria comida. Entretanto, o que parece uma delícia pode ser um veneno para a saúde dos bichinhos.

A doutora em Medicina Veterinária Claudia Lautert, coordenadora do Curso de Medicina Veterinária da FSG, explica que é preciso ter cuidado para que seu amigo não desenvolva uma série de complicações.

– Muitas doenças como diabetes, hepatopatias e desordens renais estão ligadas à alimentação. Noventa por cento dos casos se devem aos hábitos das famílias, que alimentam os animais da mesma forma como se alimentam, apesar de terem fisiologias diferentes – explica.

Além disso, conforme a professora, algumas raças tendem a desenvolver obesidade por terem metabolismo mais lento, como o labrador. Claudia explica que, além de ter uma alimentação equilibrada, alguns alimentos não devem ser oferecidos aos animais.

Labrador: tendência à obesidade é característica da raça

– Acabamos ocasionando patologias tanto por oferecer alimento errado quanto na frequência incorreta para cada raça, cada porte, cada idade. Não se pode alimentar um cão idoso da mesma forma que se alimenta um cão filhote, por exemplo, que precisa de mais energia – esclarece.

Saiba mais sobre cinco alimentos específicos.

Uvas

Que as uvas fazem bem à saúde, isso é verdade. Mas, aos pets, elas são tóxicas. De acordo com Claudia, uma pequena quantidade de uva pode levar o cão a uma falência renal em apenas 48 horas.

Cebola e temperos

Assim como a uva, a cebola também pode trazer prejuízos aos bichinhos.

– O n-propil, elemento presente na cebola, promove a quebra das células vermelhas (hemácias), causando sangue na urina. É por isso que as fontes de proteína, como as carnes, podem trazer riscos conforme os temperos que utilizamos. Oferecer carne é ótimo, mas ela não deve ser temperada nem mesmo com sal – explica a professora.

Frutas cítricas

Os cítricos, como laranja e limão, também devem ser evitados.

– Essas frutas não são tóxicas, mas podem sobrecarregar o sistema digestório, predispondo à gastrite e úlceras. Algumas raças, como o yorkshire, têm tendência a desenvolver o problema – ensina.

Claudia Lautert é coordenadora do Curso de Medicina Veterinária da FSG

Claudia Lautert é coordenadora do Curso de Medicina Veterinária da FSG

Chocolate e doces

Chocolate é um alimento maravilhoso para humanos, mas se você já ouviu o conselho de nunca oferecer ao cão ou gato, acredite.

– O chocolate possui uma substância chamada teobromina, que pode causar a morte imediata do animal. A teobromina é altamente tóxica, estando em maior quantidade em chocolates com alto teor de cacau. Como os chocolates que consumimos têm teores reduzidos, geralmente não ocorre morte imediata, mas a substância pode levar a problemas no fígado, a longo prazo – explica.

Outro aspecto importante é o açúcar.

– Esse alimento não é necessário para a nutrição do animal, pois leva à obesidade e a problemas como tártaro – esclarece Claudia.

Ossos e petiscos

Os petiscos vendidos no petshop podem ser aliados ou inimigos. Segundo Claudia, o ideal é privilegiar os ossos feitos de couro, porque ajudam a remover o tártaro nos cães.
– Yorkshires e poodles, especialmente, são raças que têm predisposição ao tártaro. Os ossinhos de couro, mais duros, são uma ótima alternativa para todos os cães. Já os bifinhos artificiais e os palitinhos não são bons, porque quebram com facilidade, gerando lascas, e contribuem com a obesidade e outros problemas – define.