Educação Física: exercícios são essenciais para asmáticos

A incidência de asma em crianças repercute na vida ativa dos pequenos, fazendo com que eles desistam de praticar exercícios por medo de novas crises. O assunto motivou uma pesquisa realizada por dois professores de Educação Física da FSG, em parceria com outros pesquisadores. O trabalho, coordenado pelo professor Cristian Roncada, com participação do professor Carlos Tiggemann, foi mencionado na 14ª edição da revista do Conselho de Regional de Educação Física (CREF2/RS), publicada neste ano.

Conforme o professor Roncada, a pesquisa considerou um grupo de 69 crianças atendidas pelo SUS, entre 2012 e 2014. O estudo levou em conta meninos e meninas com asma persistente, ou seja, com pelo menos uma crise anual. Segundo o docente, o objetivo foi avaliar o nível de qualidade de vida dos pequenos, percebendo o quanto a asma interfere na autoestima e no bem-estar físico e mental dessas crianças.

– A asma não tem cura, mas é possível manter o controle da doença. Percebemos que muitas crianças não faziam esse controle, deixando de lado o medicamento e as atividades físicas. Mitos de que o uso da bombinha pode causar vício ou prejudicar o coração fazem com que as famílias abandonem o tratamento – lamenta o professor.

De acordo com Roncada, sem fazer uso do medicamento, a criança tende a entrar em crise quando pratica atividade física. Com isso, passa a evitar os exercícios, o que só piora a saúde.

– A primeira coisa a ser feita é buscar orientação médica antes de fazer atividade física e não abrir mão do tratamento. Geralmente as pessoas buscam praticar natação, mas na verdade qualquer atividade bem orientada por um profissional de Educação Física e acompanhada do tratamento médico será benéfica – esclarece.

Foto: Luciane Modena

Professores Carlos Tiggemann e Cristian Roncada, de Educação Física da FSG

Investimento em pesquisa

Para o professor Carlos Tiggemann, o investimento em pesquisa e em eventos científicos é o caminho para que o Centro Universitário seja cada vez mais reconhecido. Um exemplo disso é o Grupo de Pesquisa e Estudos em Saúde e Performance (GPESP), dos cursos da Área da Saúde da FSG, que mantém o compromisso de trazer dados relevantes para a sociedade.

– A partir desse grupo, pesquisamos dados importantes. Um exemplo é o fato de que 50% das crianças em Caxias do Sul são sedentárias e 30% estão acima do peso. É essencial que falemos sobre isso, porque esse tipo de situação resulta em adultos com problemas de obesidade e consequente sobrecarga do sistema público de saúde – explica.

Para participar do GPESP, é possível entrar em contato com os professores pelos e-mails cristian.roncada@fsg.br ou carlos.tiggemann@fsg.br.