FSG e Ministério Público Federal apresentam resultados de estudo sobre acessibilidade em Caxias

A FSG e o Ministério Público Federal promoveram uma audiência na sede do MPF em Caxias do Sul nesta segunda, 03 de outubro, para apresentação dos resultados de uma pesquisa que avaliou as condições de acessibilidade na área central da cidade. Compareceram ao evento representantes de 18 entidades caxienses, entre elas o Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, o Conselho Municipal do Idoso, o CREA-RS e entidades sem fins lucrativos.

O projeto foi desenvolvido a partir de março de 2016 pelas acadêmicas Caroline Radatz e Rafaela Toss, do Curso de Arquitetura e Urbanismo, e Alessandra Lima e Marina Mondadori, do Curso de Terapia Ocupacional. O estudo mapeou as condições de 150 rampas nas esquinas entre as ruas Marechal Floriano, Garibaldi, Visconde de Pelotas, Doutor Montaury, Marquês do Herval, Borges de Medeiros e Alfredo Chaves com a Sinimbu, Avenida Júlio de Castilhos e Pinheiro Machado.

Resultados da pesquisa

Nos resultados apresentados, foi possível concluir que 45% das rampas analisadas possuem inclinação e largura mínima conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Segundo a estudante Marina Mondadori, investir na acessibilidade é também investir na mobilidade pública como um todo.

– É preciso entender que a acessibilidade não é uma vantagem somente para as pessoas com deficiência, porque quando uma pessoa com limitações consegue ter autonomia para andar na rua, significa que as outras pessoas terão condições ainda melhores para sua mobilidade também.

Conforme o Procurador do Ministério Público Federal, Fabiano de Moraes, a parceria entre as duas instituições irá possibilitar novas ações de melhoria à cidade.

– A parceria entre a FSG e o Ministério público serviu para demonstrar como a área central de Caxias, que deveria ser inclusiva, está limitando a mobilidade dos cidadãos.

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Próximas ações

O objetivo do grupo é manter a parceria para estender a pesquisa a outras áreas caxienses, abrangendo inclusive os bairros. Na audiência, foram sugeridas propostas sobre consciência inclusiva, fiscalização, eliminação de barreiras e adequação das ruas para facilitar a mobilidade dos cidadãos.

– Essa pesquisa será uma influenciadora direta nas novas ações do Ministério e do poder público – explica o Procurador do MPF.