Professora de Fisioterapia da FSG realiza pesquisa sobre Paralisia Cerebral

A paralisia cerebral é uma desordem motora mais comum na infância. Qualquer lesão no cérebro em desenvolvimento pode causar a paralisia cerebral e afetar o movimento e a postura. É buscando uma alternativa de tratamento para essa desordem que a professora de Fisioterapia da FSG Renata Panisson realizou a tradução e a adaptação cultural de um instrumento norte-americano de avaliação de pacientes, que agora pode ser utilizado no Brasil.

O trabalho de Renata abordou especificamente a Paralisia Cerebral Hemiplégica, que ocorre em um lado do corpo, normalmente com o membro superior mais acometido que o membro inferior. O resultado, apresentado como tese de doutorado, lançou a versão brasileira do Shriners Hospital Upper Extremity Evaluation (SHUEE), que avalia o membro superior para crianças e adolescentes com este tipo de paralisia.

O instrumento realiza filmagens de atividades funcionais e, em seguida, analisa o uso do membro superior hemiplégico durante a tarefa e a qualidade da utilização.

– Este instrumento se difere dos outros existentes nos EUA, pois possibilita a partir de seus escores o direcionamento do tratamento indicado para cada criança. O  SHUEE poderá auxiliar profissionais terapeutas e médicos na avaliação, indicação do tratamento e mensuração dos resultados após as intervenções – enfatiza a fisioterapeuta.

Professora Renata ao lado de Jon Davids e Lisa Wagner, no encontro anual da Academia Americana de Paralisia Cerebral

Professora Renata ao lado de Jon Davids e Lisa Wagner, no encontro anual da Academia Americana de Paralisia Cerebral

O SHUEE

A pesquisa original foi desenvolvida na Carolina do Sul (EUA), pelo Dr. Jon Davids e a equipe do Shriners Hospital for Children. Também é autora da pesquisa a ortopedista da Academia Americana de Paralisia Cerebral, Ana Paula Tedesco.

Em setembro, a pesquisa de Renata foi apresentada no evento mundial mais importante da neuro-ortopedia, o Encontro Anual da Academia Americana de Paralisia Cerebral (AACPDM), que ocorreu em Hollywood, na Flórida (EUA).